Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão

COORDENADOR:

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O Ministério Extraordinário da Sagrada Comunhão Eucarística (MESCE) nasceu na Igreja e para a Igreja. Este fato tem repercussões concretas na vida eclesial.

A Instrução “Fidei Custos” do Papa Paulo VI, de 30 de abril de 1969, “constituiu Ministros Extraordinários, para administrar a Sagrada Comunhão conforme o rito latino” (FC § 5) e estabeleceu as primeiras normas.

Colaborar na distribuição da comunhão eucarística nas missas da comunidade; levar a comunhão aos doentes seja nas casas ou nos hospitais.

Na escolha dos candidatos, os seguintes critérios devem ser observados, como pedem os Documentos da Igreja:

1. Que sejam pessoas idôneas e especialmente escolhidas para o Ministério; recomenda-se a escolha de pessoas de idade madura. (FC 1 e 5; IC 1, I; CDC Cân. 228);
2. O candidato deve ter participação ativa na comunidade e ser bem aceito na mesma;
3. Que tenha condições e queira preparar-se para o Ministério (CDC Cân. 231 § 1). Que tenha ainda grau de cultura suficiente para se comunicar e exercer bem a sua missão;

Extraído do site: http://www.mescedf.org.br/diretrizes.html

Origem

Os ministros extraordinários da comunhão surgiram na Igreja Católica após o Concílio Vaticano II, como resposta à escassez de ministros ordenados, e à necessidade de pessoas que pudessem auxiliar os ministros ordenados na distribuição da comunhão em diversas circunstâncias, tarefa que para muitos se tornava demasiado extenuante devido ao tempo e esforço despendido. A introdução de ministros leigos que pudessem auxiliar na ausência de outros ministros ordenados teve como finalidade trazer mais eficácia e dignidade à distribuição da Eucaristia.

Bem acolhida na generalidade, esta novidade, contudo, não foi bem aceite por muitos católicos tradicionalistas, que sublinharam a anterior disciplina de não permitir aos leigos, em absoluto, tocar no pão ou no vinho consagrado nem nos vasos sagrados que os contêm.

Funções

São estas as funções dos ministros extraordinários da comunhão:

– distribuição da comunhão na missa.
– distribuição da comunhão fora da missa, aos doentes ou outras pessoas que com razão o solicitem.
– administração do viático.
– exposição do Santíssimo Sacramento para adoração dos fiéis (mas não a bênção com o mesmo).

Todas estas funções devem ser realizadas em caso de necessidade, ou seja, quando não houver ministros ordenados disponíveis ou em número suficiente. Face a alguns abusos neste sentido, a Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos, de acordo com o Papa João Paulo II, declarou, na instrução Redemptionis sacramentum que “se habitualmente estiver disponível um número de ministros sagrados suficiente para a distribuição da Sagrada Comunhão, não se podem designar para esta função ministros extraordinários da Sagrada Comunhão. Em tais circunstâncias, aqueles que estejam designados para tal ministério não o exerçam. É reprovável a prática daqueles Sacerdotes que, embora estejam presentes na celebração, se abstêm de distribuir a Comunhão, encarregando os fiéis dessa função.”

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Fonte

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